
O Estado de São Paulo registrou 1.052 atendimentos médicos relacionados à onda de calor entre janeiro e outubro de 2025, volume 27,2% superior ao apurado no mesmo intervalo de 2024, quando foram contabilizados 827 casos. Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), indicam ainda duas internações neste ano, contra seis no período anterior.
A estatística, concentrada nos dez primeiros meses, não inclui os atendimentos de novembro e dezembro, meses em que as temperaturas permaneceram elevadas, o que pode ampliar o balanço final de atendimentos médicos por calor em SP.
Grupos mais expostos
A SES reforçou que determinados públicos necessitam de vigilância redobrada diante do calor intenso. Pessoas com 60 anos ou mais, crianças menores de quatro anos e indivíduos com deficiências cognitivas correm maior risco de desidratação e hipertermia.
A pasta alertou ainda para a importância da hidratação contínua. “É fundamental ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia e evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h”, informou o órgão em nota.
Sintomas que exigem atenção imediata
Em dias de temperatura elevada, a população deve ficar atenta a sinais como sonolência, letargia, fraqueza, dores de cabeça persistentes, tontura intensa, náuseas, vômitos e convulsões. Tais manifestações podem indicar desidratação ou aumento extremo da temperatura corporal, requerendo assistência médica rápida.
No caso de crianças pequenas, a presença de leve depressão na moleira também pode ser indício de desidratação severa, ressaltou a secretaria.
Especialistas explicam que os atendimentos médicos por onda de calor em São Paulo tendem a crescer quando a sensação térmica ultrapassa os 40 °C, cenário que se repetiu em diversas regiões paulistas nas últimas semanas. A combinação de alta umidade e radiação solar favorece quadros de insolação, exaustão térmica e agravamento de doenças crônicas.
Orientações preventivas
Para reduzir o número de casos, a SES recomenda:
- Manter-se em locais ventilados ou climatizados sempre que possível;
- Usar roupas leves e de cores claras;
- Dar preferência a refeições leves e ricas em líquidos;
- Reforçar a hidratação de idosos e crianças, mesmo sem sensação de sede;
- Aplicar protetor solar e usar chapéus ou bonés em áreas descobertas.
O monitoramento será atualizado ao fim do ano, quando a Secretaria vai divulgar o total de atendimentos médicos por calor em 2025, consolidando o impacto da atual sequência de ondas de calor sobre a saúde pública paulista.

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