
O Brasil encerrou 2025 com recorde de exportações e saldo positivo na balança comercial, apesar do impacto das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que as vendas externas somaram US$ 348,676 bilhões, avanço de 3,5 % em relação a 2024 e o maior valor já registrado.
Mesmo com o novo patamar de receitas, o superávit comercial diminuiu 7,9 % e fechou o ano em US$ 68,293 bilhões. O recuo é explicado pelo crescimento mais acelerado das importações, que chegaram a US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7 % na comparação anual.
O principal fator de pressão sobre o resultado foi a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos. Em vigor durante grande parte de 2025, a tarifa de 50 % sobre a maioria dos produtos brasileiros provocou queda de 6,6 % nas exportações para o mercado norte-americano, segundo maior parceiro comercial do país. A situação começou a se normalizar apenas em dezembro, quando o presidente Donald Trump reduziu a sobretaxa para 10 % após diálogos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para compensar a retração nas vendas aos EUA, o Brasil diversificou destinos e elevou embarques para outros parceiros. As exportações para a China cresceram 6,0 %, para a União Europeia 3,2 % e, para a Argentina, 31,4 %. Esse movimento ajudou a manter o ritmo geral de expansão e sustentar o recorde de exportações.
Apesar do menor superávit em 2025, a equipe econômica projeta melhora em 2026. A estimativa oficial aponta saldo positivo de até US$ 90 bilhões, impulsionado por importações em ritmo mais moderado e pela expectativa de manutenção das tarifas norte-americanas em patamar reduzido.

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