Ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello apela à calma após ataque dos EUA e captura de Maduro

Caracas – O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, divulgou na madrugada deste sábado (3) um vídeo cercado por militares armados em que pede “calma e tranquilidade” à população após o ataque dos EUA à Venezuela e o suposto sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Reconhecido como segundo nome mais influente do governo chavista, Cabello afirmou que bombardeios norte-americanos atingiram áreas civis e classificou a ação como “criminosa e covarde”. Ele cobrou reação da comunidade internacional: “Esperamos que o mundo se manifeste contra este ataque, ou reconhecerá sua cumplicidade diante do assassinato de civis”.

De acordo com o ministro, o país permanece “completamente calmo” apesar dos mísseis lançados por Washington. Cabello avaliou que os Estados Unidos tiveram apenas uma “vitória parcial”, pois não conseguiram provocar pânico interno. “Aqui temos um povo organizado, que sabe o que tem de fazer”, declarou.

A vice-presidenta Delcy Rodríguez exigiu que o governo norte-americano apresente provas de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Autoridades venezuelanas afirmam que o chefe de Estado foi capturado por militares dos EUA durante a ofensiva.

O ataque dos EUA à Venezuela é a primeira ação militar direta de Washington contra um país latino-americano desde 1989, quando tropas norte-americanas invadiram o Panamá e prenderam o então presidente Manuel Noriega. Assim como no caso panamenho, a Casa Branca acusa o líder venezuelano de envolvimento com narcotráfico e oferecia recompensa de US$ 50 milhões por sua captura, alegando que Maduro comanda o suposto cartel “De los Soles”. Especialistas em tráfico internacional contestam a existência desse grupo.

Analistas críticos à operação apontam motivações geopolíticas, citando o interesse dos Estados Unidos nas maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e na redução da influência de China e Rússia sobre Caracas.

Até o início da tarde, o Ministério da Defesa venezuelano não divulgara números oficiais de vítimas civis nem informações sobre possíveis contra-ataques. A pasta limitou-se a informar que “todas as unidades permanecem em seus postos de combate”.

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*