Calor extremo provoca 2,6 mil atendimentos nas UPAs do Rio

Calor extremo de 40°C no Rio provoca aumento de atendimentos nas UPAs, atingindo 2,6 mil casos devido às altas temperaturas.

As temperaturas elevadas que persistem no estado do Rio de Janeiro desde 14 de dezembro geraram 2.624 atendimentos nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede estadual. O dado integra levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) que abrange o período até 2 de janeiro.

O auge da procura foi registrado em 26 de dezembro, quando 193 pessoas buscaram auxílio médico com sintomas relacionados à exposição prolongada ao calor. Outros dias de pico foram 21/12 (192 casos), 16/12 (188), 30/12 (180) e 31/12 (134).

Entre as ocorrências, náuseas apareceram em 1.608 registros, dor de cabeça em 1.555 e temperatura corporal elevada em 1.441. O monitoramento faz parte do Monitora RJ, plataforma que classifica ondas de calor em quatro níveis. Nos últimos dias, a maior parte do estado permaneceu no patamar “severo”.

Unidades mais demandadas

A UPA Botafogo liderou a lista, com 152 atendimentos, seguida por Fonseca e Realengo, ambas com 147. Na sequência vieram Ricardo de Albuquerque (143), Irajá (140) e Campo Grande (136). As dez unidades com maior movimento somaram 1.344 chamados, mais de metade do total estadual.

Reforço na hidratação

Segundo a SES-RJ, pontos públicos de hidratação funcionam o ano inteiro nas UPAs e têm papel crucial para evitar desidratação e insolação. “O soro de hidratação oral deve acompanhar o paciente para casa após o primeiro atendimento”, orientou a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello. Ela acrescentou que períodos de ondas de calor no Rio elevam a incidência de complicações cardiovasculares, especialmente entre idosos e crianças.

Profissionais foram instruídos a aumentar a vigilância na classificação de risco quando surgirem sintomas como dor de cabeça intensa, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, febre, confusão mental ou taquicardia. Caso haja confirmação de quadro associado ao calor, a hidratação oral deve ser iniciada imediatamente, com atenção redobrada a grupos vulneráveis e trabalhadores expostos ao sol, como ambulantes, pedreiros, motoristas de ônibus e porteiros.

“A rápida identificação de sinais clínicos evita evoluções graves, principalmente nos horários de maior insolação”, destacou, em nota, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, que enviou alerta aos 92 municípios fluminenses.

Com a previsão de manutenção das altas temperaturas, a SES-RJ reforça recomendações de consumo regular de água, uso de roupas leves, proteção solar e redução de atividades ao ar livre nos períodos mais quentes do dia.

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