Como apoiar jovens e reduzir pressão nos estudos para vestibular

Jovem estudante revisa materiais de estudo para vestibular em ambiente tranquilo, buscando apoio emocional e estratégias para reduzir a pressão durante a preparação.

Com a proximidade da segunda fase dos principais vestibulares, cresce a ansiedade de adolescentes que precisam decidir uma carreira enquanto ainda concluem o ensino médio. Especialistas alertam que a pressão exercida por escola, família e redes sociais pode comprometer o bem-estar e até influenciar negativamente a escolha profissional.

A juíza federal Alessandra Belfort, referência em NeuroLaw e gestão emocional, lembra que o cérebro do adolescente continua em desenvolvimento, sobretudo nas áreas responsáveis por planejamento, análise de longo prazo e autorregulação. “Quando há comparação e medo de errar, o cérebro opera em modo defensivo, reduzindo clareza e flexibilidade”, afirma.

Impacto da pressão precoce

Segundo Belfort, exigir uma decisão definitiva antes da maioridade tende a resultar em escolhas rígidas ou baseadas em expectativas externas. Esse cenário, explica, favorece respostas impulsivas em vez de refletir a verdadeira identidade do jovem. A especialista acrescenta que mudar de rota não representa fracasso, mas demonstra maturidade e capacidade de adaptação.

Estrategias de apoio familiar e escolar

Para reduzir a pressão nos estudos para vestibular, a juíza elenca cinco ações principais:

1. Escuta ativa – Permitir que o adolescente expresse dúvidas sem julgamento fortalece a confiança.
2. Menos cobrança, mais orientação – Trocar o “você precisa decidir agora” por “vamos explorar possibilidades juntos” aumenta a autonomia.
3. Valorização do processo – Enfatizar que a escolha profissional se constrói com testes, vivências e autoconhecimento.
4. Normalização de mudanças – Apresentar exemplos de trajetórias não lineares ajuda a desmistificar a troca de curso ou carreira.
5. Cuidado emocional – Pausas, técnicas de respiração e momentos de descanso favorecem decisões mais equilibradas.

Neurociência aplicada à decisão

O campo do NeuroLaw mostra que ambientes de alta pressão ativam mecanismos de defesa que limitam a reflexão. Ao investir em autorregulação emocional, pais e professores devolvem ao estudante a capacidade de ouvir suas próprias metas em vez de atender expectativas alheias.

Para Belfort, conhecimento técnico e saúde emocional precisam caminhar juntos. “A sabedoria não nasce apenas do conteúdo aprendido; requer presença emocional”, resume. Ela reforça que o futuro profissional é construído gradualmente, à medida que o jovem experimenta, erra, aprende e ajusta o percurso.

Ao criar um ambiente seguro e acolhedor, familiares e educadores reduzem a ansiedade e ampliam as chances de escolhas alinhadas aos interesses reais dos candidatos, contribuindo para trajetórias acadêmicas e profissionais mais satisfatórias.

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