
Nas últimas três décadas, o número de casos de câncer em pessoas com menos de 50 anos aumentou em 79%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da American Cancer Society.
A morte da atleta Isabelle Marciniak, campeã brasileira de ginástica, aos 18 anos, destaca a urgência desse tema. Isabelle lutava contra um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Sua trajetória, marcada por promessas no esporte, serve como um alerta para a sociedade e as autoridades de saúde.
Outras figuras públicas também enfrentaram diagnósticos precoces. A princesa Kate Middleton, aos 43 anos, foi diagnosticada com câncer abdominal. A cantora brasileira Preta Gil, após dois anos de tratamento para câncer colorretal, faleceu em julho deste ano.
Fatores Contribuintes para o Aumento
Especialistas da área de oncologia têm investigado as causas desse aumento de casos entre jovens. Embora não haja uma resposta conclusiva, estudos sugerem que fatores como estilo de vida, genética e ambiente podem estar interligados.
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima cerca de 704 mil novos casos por ano, um número que levanta preocupações sobre a capacidade do sistema público de saúde em oferecer tratamento adequado a todos os pacientes.
A Importância da Prevenção e do Tratamento
A diretora da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica destaca que o crescimento dos casos está ligado, em grande parte, a diagnósticos tardios. “O câncer tem cura, sim. É fundamental não ignorar sintomas e realizar exames periódicos”, enfatiza a especialista.
O apoio emocional e a resiliência são cruciais para aqueles que enfrentam a doença. Karina, que hoje está curada, compartilha sua experiência: “Eu venci o câncer. Não pode desistir, tem que ter fé. Eu estou aqui”, afirma, refletindo sobre sua jornada e a evolução de sua família.
O aumento dos casos de câncer em jovens é um fenômeno que exige atenção e ação. A conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e a busca por tratamento adequado são essenciais para melhorar as taxas de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.

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