
Dor de cabeça frequente não deve ser tratada como algo corriqueiro, alerta o clínico-geral Alfredo Salim. Em vídeo divulgado em 12 de março de 2026, o médico explica que o sintoma persistente pode ser consequência de condições como hipertensão mal controlada, problemas de visão, enxaqueca, ansiedade e determinadas doenças reumatológicas.
Segundo Salim, a cefaleia constante exige atenção porque, em situações menos comuns, também pode sinalizar distúrbios neurológicos de maior gravidade. “Não é normal conviver diariamente com dor na cabeça e simplesmente recorrer a analgésicos”, afirmou o especialista.
Entre as principais causas listadas, a pressão arterial elevada ocupa lugar de destaque. A elevação prolongada dos níveis pressóricos pode gerar dor pulsátil e, se não for diagnosticada, aumenta o risco de complicações cardiovasculares. Alterações na visão, como miopia não corrigida, também figuram entre os motivos, já que o esforço ocular prolongado tende a desencadear desconforto na região frontal.
A enxaqueca, caracterizada por crises recorrentes de dor latejante, náusea e sensibilidade à luz, permanece como causa frequente, mas Salim lembra que transtornos de ansiedade têm se mostrado cada vez mais associados ao problema. Doenças reumatológicas, a exemplo do lúpus, podem provocar inflamação sistêmica e dores de cabeça secundárias.
O uso repetido de analgésicos sem avaliação profissional pode mascarar a origem do quadro e até levar à chamada cefaleia por abuso de medicação. “O sintoma pode estar alertando para algo que exige tratamento específico”, ressalta o clínico.
Diante de dor de cabeça frequente, o médico recomenda procurar atendimento para medir pressão arterial, realizar exame oftalmológico e, se necessário, investigar causas neurológicas ou reumatológicas. O diagnóstico precoce, enfatiza, é fundamental para evitar complicações e escolher a terapia adequada.

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