
Especialistas em dermatologia alertam que um hábito popular nas rotinas de skincare — o excesso de esfoliação — pode comprometer a saúde cutânea ao danificar a proteção natural da pele. O aviso foi feito por uma médica entrevistada pelo blog Admire My Skin, plataforma voltada a cuidados dermatológicos.
A derme, camada localizada entre a epiderme e a hipoderme, depende de uma película de lipídios para manter hidratação, resistência e defesa contra micro-organismos. Quando a esfoliação mecânica ou química é realizada muitas vezes por semana, essa barreira é desgastada. Óleos essenciais são removidos, deixando a superfície cutânea mais sensível, avermelhada e suscetível a inflamações.
Segundo a dermatologista, a aparência de brilho logo após o procedimento costuma enganar: “Esse luminosidade inicial, na verdade, sinaliza um processo inflamatório”, afirmou. O quadro pode evoluir para aumento de sensibilidade, acne e outras reações adversas. Para a maioria das pessoas, a recomendação segura é limitar a esfoliação a uma, no máximo três vezes por semana, sempre com orientação profissional.
Produtos fora da validade elevam risco de irritação
Outro equívoco frequente nas prateleiras do banheiro é a utilização de cremes, séruns ou filtros solares vencidos. Assim como acontece com maquiagens, cosméticos para skincare perdem eficácia após o prazo indicado pelo fabricante e podem sofrer alterações de textura, odor e composição química.
Ao entrar em contato com a pele, essas fórmulas instáveis podem provocar coceira, vermelhidão, ardor e reações alérgicas. A dermatologista recomenda verificar rótulos periodicamente e descartar itens expirados. “Manter uma rotina mais simples facilita o controle das datas e reduz a chance de aplicar algo inadequado”, disse a especialista.
Rotina minimalista favorece a saúde cutânea
Além de observar validade e frequência de uso, os profissionais sugerem adotar uma abordagem minimalista: limpeza suave, hidratação adequada e proteção solar diária compõem o tripé básico para a maioria dos tipos de pele. A inclusão de ácidos, máscaras ou esfoliantes deve seguir avaliação individualizada.
Para otimizar resultados e evitar danos, é recomendável buscar orientação de um dermatologista antes de incorporar novos passos à rotina. O acompanhamento profissional garante escolha de produtos compatíveis com o tipo de pele, frequência apropriada de esfoliação e descarte oportuno de cosméticos vencidos, prevenindo problemas que podem surgir a longo prazo.

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