
O aumento de jornadas intensas, pressão constante por metas e dificuldade de desconexão tem impulsionado a incidência da síndrome de burnout, caracterizada por exaustão física e emocional, queda de produtividade e sensação de esvaziamento. Especialistas apontam que o exercício físico pode funcionar como ferramenta decisiva na prevenção e recuperação do burnout.
Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica, explica que a atividade física atua diretamente na regulação do estresse ao estimular a liberação de endorfina, dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar. “Ao mesmo tempo, o movimento contribui para reduzir o cortisol, hormônio associado ao estresse crônico”, detalha o profissional.
Segundo Ferreira, a prática regular reorganiza corpo e mente, melhora a qualidade do sono e devolve energia e clareza mental a quem se sente esgotado. Esses benefícios tornam o exercício um aliado importante tanto para evitar o surgimento da síndrome quanto para apoiar a recuperação de quem já apresenta sintomas.
Para iniciar, o especialista recomenda atividades de intensidade leve a moderada. Caminhadas, treinos de força com cargas ajustadas, aulas coletivas, exercícios funcionais, além de práticas como yoga e alongamento, colaboram para aliviar a tensão, aumentar a consciência corporal e promover sensação de controle. “O ideal é respeitar o momento de cada pessoa e entender o exercício como cuidado, não cobrança”, reforça.
Mais do que desempenho ou estética, o treino deve ser encarado como estratégia de autocuidado. Com orientação profissional e regularidade, a prática física ajuda a equilibrar emoções, reduzir os impactos do burnout e construir uma rotina mais saudável e sustentável.

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