Exposição ao Sol: riscos do excesso e falta para a vitamina D

A luz solar continua sendo a principal fonte para que o organismo produza vitamina D, nutriente essencial na formação óssea, no funcionamento do sistema imune e no equilíbrio hormonal. No entanto, tanto a carência quanto o excesso de radiação ultravioleta podem desencadear problemas de saúde.

Quando a pele é exposta aos raios UVB, inicia-se a conversão do 7-deidrocolesterol em colecalciferol, forma ativa da vitamina D. Essa etapa não ocorre de forma eficiente se a pessoa permanece longos períodos em ambientes fechados ou protege completamente o corpo da luz natural. A deficiência do nutriente está relacionada a quadros de raquitismo em crianças, osteomalácia e osteoporose em adultos, além de maior suscetibilidade a infecções.

Estudos também apontam correlação entre baixos níveis de vitamina D e alterações do humor, como depressão e ansiedade. A teoria é que a substância participe da regulação de neurotransmissores ligados ao bem-estar. Em casos graves de carência, podem surgir dores musculares, fadiga persistente e comprometimento do desempenho cognitivo.

Entretanto, expor-se sem proteção por períodos prolongados eleva o risco de queimaduras, fotoenvelhecimento e câncer de pele. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, bastam de 5 a 15 minutos de sol diário, em horários de menor intensidade — antes das 10h e após as 16h —, para manter níveis adequados de vitamina D na maior parte da população. Ultrapassar esse limite favorece a formação de radicais livres, que danificam o DNA e aceleram o aparecimento de rugas e manchas.

A radiação ultravioleta em excesso também pode desencadear problemas oculares, como catarata e degeneração macular, além de suprimir a resposta imune cutânea. O uso regular de filtro solar com fator de proteção 30 ou superior, chapéus e roupas adequadas é recomendado por sociedades médicas para reduzir esses impactos sem bloquear completamente a síntese da vitamina.

Situações específicas — pele muito clara, idade avançada, obesidade ou condições que prejudiquem a absorção intestinal — podem exigir suplementação de vitamina D prescrita por profissional de saúde. Já indivíduos que trabalham ao ar livre ou praticam atividades esportivas prolongadas devem redobrar a atenção à proteção solar para evitar danos cumulativos.

Manter um equilíbrio entre exposição responsável ao sol e medidas de segurança é apontado por especialistas como a estratégia mais eficaz para garantir os benefícios da vitamina D sem incorrer nos prejuízos associados ao excesso de radiação ultravioleta.

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