Genética e hormônios dificultam perder peso

Perder peso nem sempre depende apenas de reduzir calorias ou intensificar a atividade física. Em vídeo divulgado em 19 de março de 2026, o endocrinologista Filippo Pedrinola detalha os múltiplos fatores que podem comprometer o emagrecimento e explica por que muitas pessoas encontram barreiras mesmo seguindo dieta e exercício.

Segundo o médico, fatores genéticos estão entre as principais variáveis. “Há pessoas com maior tendência hereditária ao acúmulo de gordura e a um metabolismo mais lento”, afirma. Essas particularidades podem alterar a forma como o corpo armazena ou utiliza energia, exigindo abordagens individualizadas para quem busca perder peso de forma sustentável.

Alterações hormonais também pesam na balança. Variações em hormônios como insulina, cortisol, tireoideanos e leptina influenciam a sensação de saciedade, o controle da glicose e a velocidade com que o organismo queima gordura. Desequilíbrios nesses sistemas podem levar à resistência ao emagrecimento mesmo com alimentação balanceada.

Outro ponto citado por Pedrinola é o estresse crônico. A liberação contínua de cortisol estimula o estoque de gordura abdominal e aumenta a fome por alimentos calóricos, dificultando a perda de peso. Ao lado do estresse, a qualidade do sono surge como elemento decisivo: noites mal-dormidas reduzem a produção de hormônios reguladores do apetite e favorecem escolhas alimentares menos saudáveis.

O especialista ressalta ainda o impacto do estado emocional. Quadros de ansiedade ou depressão frequentemente conduzem ao chamado “comer emocional”, prática que eleva o consumo de açúcares e gorduras. Para Pedrinola, reconhecer essa ligação entre mente e corpo é essencial no tratamento do sobrepeso.

Combinados, esses fatores explicam por que a estratégia de “comer menos e se mover mais” pode não ser suficiente. O endocrinologista defende avaliações clínicas completas, que incluam exames hormonais, histórico familiar, análise do sono e acompanhamento psicológico. “Entender cada variável aumenta a eficácia e a durabilidade do tratamento”, conclui.

A abordagem multidisciplinar recomendada no vídeo reforça que a dificuldade para emagrecer envolve mecanismos biológicos complexos. Ajustar hábitos alimentares e rotina de exercícios continua fundamental, mas monitorar genética, hormônios, sono e saúde mental amplia as chances de sucesso para quem precisa perder peso de forma saudável.

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*