
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) estima que a balança comercial brasileira registre superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões em 2026. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e supera o resultado de 2025, quando o país encerrou o ano com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.
Segundo os técnicos da Secex, as exportações projetadas para 2026 variam de US$ 340 bilhões a US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Nesse cenário, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — pode alcançar de US$ 610 bilhões a US$ 670 bilhões.
Embora elevado, o superávit de 2025 representou recuo de 7,9 % frente a 2024, quando o saldo chegou a US$ 74,2 bilhões. Ainda assim, o desempenho do ano passado superou as expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 65 bilhões, e tornou-se o terceiro melhor da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.
As projeções oficiais da balança comercial são revisadas a cada trimestre. O Mdic informou que apresentará novos números detalhados sobre exportações, importações e saldo de 2026 em abril. “As estimativas refletem a tendência de expansão da corrente de comércio e sinalizam continuidade do superávit”, declarou, em nota, a Secretaria de Comércio Exterior.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, reafirmou o otimismo da pasta ao comentar o cenário externo. “Há um ambiente favorável para avanços nas negociações internacionais”, disse o ministro, citando o andamento do acordo Mercosul-União Europeia e a perspectiva de novos entendimentos tarifários em 2026.
Para especialistas do setor ouvidos pelo governo, a combinação de preços de commodities, diversificação da pauta exportadora e relativa estabilidade cambial sustenta as projeções. Entretanto, eles alertam que eventual desaceleração da economia global e mudanças nos termos de troca podem alterar o quadro.
O Mdic reiterou que continuará monitorando os indicadores externos e internos para ajustar, se necessário, as estimativas de superávit comercial, mantendo a política de transparência na divulgação dos dados.

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