
Fadiga constante, dificuldade para perder peso e a sensação de metabolismo lento podem estar diretamente ligados ao padrão alimentar de cada pessoa, indica a nutricionista Juliana Andrade em análise publicada pelo jornal Metrópoles.
Segundo a especialista, comportamentos aparentemente inofensivos comprometem a produção de energia, alteram o equilíbrio hormonal e interferem no gasto calórico diário. Abaixo, confira cinco hábitos alimentares que mais favorecem o cansaço:
1. Pular refeições
Ficar muitas horas sem comer provoca oscilações de glicose no sangue e reduz a oferta de energia. Além disso, aumenta a probabilidade de comer em excesso na refeição seguinte, agravando a sensação de indisposição.
2. Exagerar em alimentos processados
Produtos industrializados ricos em açúcar, gorduras refinadas e aditivos apresentam baixo valor nutricional. Esse padrão alimentar gera picos de glicose seguidos de quedas bruscas, o que, de acordo com a nutricionista, estimula processos inflamatórios capazes de afetar o metabolismo.
3. Consumir pouca proteína
Proteínas são essenciais para a manutenção da massa muscular e para a saciedade. Dietas pobres nesse macronutriente reduzem o tecido magro – componente fundamental para manter o metabolismo mais ativo – e aumentam a fome ao longo do dia.
4. Falta de micronutrientes
Minerais como ferro, magnésio e selênio, além de vitaminas do complexo B, participam da produção de energia celular. “Dietas com baixa ingestão de frutas, verduras, legumes e oleaginosas comprometem esse processo”, alerta Juliana Andrade.
5. Excesso de açúcar e carboidratos simples
Doces, refrigerantes e produtos feitos com farinha branca elevam rapidamente a glicemia. A resposta subsequente de insulina causa queda de energia, contribuindo para o ciclo de cansaço e vontade por mais açúcar.
Para quebrar esse ciclo, a especialista recomenda priorizar alimentos naturais, fracionar as refeições ao longo do dia e garantir boas fontes de proteínas, fibras e micronutrientes. Essas medidas ajudam a restabelecer os níveis de energia, favorecem a regulação hormonal e estimulam um metabolismo mais eficiente.
Leitura atenta de rótulos, escolha de proteínas magras, consumo variado de vegetais e redução de produtos ultraprocessados compõem, segundo Juliana Andrade, a base de uma estratégia alimentar capaz de prevenir a fadiga e melhorar o funcionamento do organismo.

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