
O influenciador digital Caio Scheffer provocou forte repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo em que experimenta um pacote de hóstias, alimento utilizado no rito da Eucaristia pela Igreja Católica. A gravação foi postada na plataforma X, antigo Twitter, e já soma mais de 218 mil visualizações.
No vídeo, Scheffer explica que nunca recebeu catequese e, por curiosidade, decidiu comprar um “saco de hóstia” para descobrir o sabor do pão consagrado nas missas. “Nunca fui catequizado, então comprei um saco de hóstia para matar a curiosidade”, escreveu o criador de conteúdo na publicação.
A hóstia, segundo a doutrina católica, torna-se o Corpo de Cristo após a consagração feita pelo sacerdote durante a celebração eucarística. Fora da liturgia, seu consumo costuma ser restrito a fiéis que já tenham passado pelos sacramentos da Primeira Comunhão.
A iniciativa de Scheffer gerou reações imediatas. Muitos usuários consideraram a atitude desrespeitosa. “Religião é sagrado”, comentou uma internauta. Outra seguidora afirmou: “É pecado comer hóstia sem fazer crisma e eucaristia”.
Em contraponto, alguns perfis relativizaram a ação, argumentando que o produto ainda não havia sido consagrado. Até o momento, o influenciador não respondeu publicamente às críticas.
O episódio reacende o debate sobre os limites do conteúdo produzido para engajamento nas redes sociais, especialmente quando envolve símbolos religiosos. Também evidencia a facilidade de acesso ao pão litúrgico fora do ambiente religioso, já que Scheffer relatou ter adquirido o pacote em loja comum.
Embora o Código de Direito Canônico não estabeleça penalidades civis para o consumo de hóstias não consagradas, teólogos recordam que a Igreja orienta respeito e cuidado com qualquer elemento destinado ao culto. “O pão, mesmo antes da consagração, recebe tratamento especial porque será usado no sacramento”, explicou um professor de liturgia ouvido pela reportagem.
Nas redes, a discussão segue dividida entre usuários que veem apenas uma degustação de alimento e aqueles que interpretam a gravação como afronta à fé católica. O vídeo permanece disponíveis no perfil de Caio Scheffer e continua acumulando visualizações.

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