Metade dos processos no plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do RJ são medidas protetivas

Quase metade das ações analisadas pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro durante o recesso de fim de ano tratou de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Entre 18h de 19 de dezembro de 2025 e 11h de 6 de janeiro de 2026, foram despachados 4.027 processos na capital, dos quais 47% tinham como objetivo resguardar mulheres em situação de violência.

Além dos pedidos de proteção, o plantão apreciou autorizações de viagem para crianças e adolescentes, internações hospitalares, alvarás de sepultamento, ordens de busca e apreensão de menores, mandados de prisão, alvarás de soltura e habeas corpus, bem como representações por prisões cautelares.

No interior fluminense – que inclui as comarcas de Niterói, Rio Bonito, Duque de Caxias, Petrópolis, Itaguaí, Volta Redonda, Nova Friburgo, Itaocara e Campos dos Goytacazes – foram protocolados 2.277 processos no mesmo período de recesso.

Em escala nacional, o descumprimento de medidas protetivas de urgência alcançou 18,3% em 2024. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho de 2025, foram 101.656 registros de violações, crescimento de 10,8% na comparação com 2023, quando houve 87.642 ocorrências. O levantamento indica que, a cada dez mulheres amparadas por decisão judicial, quase duas tiveram a ordem desrespeitada pelo agressor.

As determinações judiciais mais frequentes incluem proibir o agressor de se aproximar ou manter contato com a vítima, além de afastá-lo do lar. Os dados reforçam a importância de monitorar o cumprimento das medidas protetivas e aprimorar os mecanismos de proteção garantidos pela Lei Maria da Penha.

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