Apple e Google firmam parceria para levar Gemini à Siri

Apple e Google anunciaram nesta segunda-feira, 12 de janeiro, um acordo que permitirá à Siri e a outros recursos de inteligência artificial da Apple utilizarem a plataforma Gemini, desenvolvida pela rival. A cooperação marca uma mudança na estratégia da companhia de Cupertino, que historicamente cria e integra suas próprias soluções de software.

Segundo comunicado conjunto, a Apple avaliou diferentes fornecedores antes de optar pelo Gemini ao concluir que o sistema do Google oferece a base “mais robusta” para sua próxima geração de funcionalidades de IA. Embora as empresas não revelem valores, a simples divulgação da parceria fez a capitalização da Alphabet ultrapassar, pela primeira vez, os US$ 4 trilhões.

A aliança ocorre em um mercado dominado pelos sistemas operacionais iOS e Android, tradicionalmente adversários. Ainda que inusitado, o movimento se soma a outra cooperação lucrativa mantida há anos: o pagamento anual de bilhões de dólares pela Google para permanecer como mecanismo de busca padrão nos dispositivos Apple, acordo que segue sob escrutínio antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O empresário Elon Musk classificou a nova associação como “anticompetitiva”, argumentando que ela concentra poder excessivo nas mãos da Google, que já controla Android e Chrome. A imprensa internacional informou que, antes de fechar com o Gemini, a Apple também conversou com OpenAI, Anthropic e Perplexity.

Embora detalhes técnicos e cronograma de implementação não tenham sido divulgados, a expectativa é de que o Gemini seja incorporado gradualmente às próximas atualizações do iOS e da Siri, ampliando recursos de entendimento de linguagem, geração de conteúdo e automação de tarefas.

Analistas observam que a união reforça a estratégia das duas gigantes de ampliar o alcance de suas plataformas de IA em meio à escalada de investimentos no setor. Contudo, reguladores antitruste podem voltar a examinar os termos do contrato, assim como ocorre com o acordo de buscas, para avaliar possíveis impactos sobre a concorrência.

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