Potássio baixo: sintomas, riscos e alimentos adequados para recuperar níveis

O potássio é um dos minerais mais importantes para o organismo, responsável por regular a atividade elétrica do coração, auxiliar a contração muscular e equilibrar a pressão arterial. Mesmo assim, a deficiência do nutriente — frequentemente chamada de potássio baixo ou hipocalemia — é mais comum do que se imagina, sobretudo em dietas ricas em ultraprocessados e sal.

De acordo com o clínico-geral John Young, grande parte dos casos não é diagnosticada. “Somente quando os níveis caem muito ou existe uma doença associada, como problemas cardíacos ou renais, o paciente costuma receber atenção médica”, explicou o especialista ao jornal britânico Daily Mail.

Sintomas variam de leves a potencialmente graves

Nos quadros iniciais, potássio baixo pode provocar cãibras, principalmente nos dedos dos pés, além de prisão de ventre e dores de cabeça persistentes. Quando a carência se aprofunda, surgem manifestações mais sérias, entre elas confusão mental, alterações de humor, depressão, palpitações, dificuldades respiratórias e distúrbios gastrointestinais. Essas reações decorrem da função do mineral na transmissão de impulsos nervosos e na regulação do ritmo cardíaco.

Fontes alimentares com alto teor de potássio

A banana costuma ser lembrada como referência de potássio, mas está longe de ser a única opção. Uma unidade média fornece cerca de 422 mg. Outros alimentos concentram quantidades ainda maiores:

• Batata comum assada: aproximadamente 941 mg por unidade média;
• Batata-doce: em torno de 542 mg;
• Feijão branco cozido: cerca de 1 189 mg por xícara, um dos recordistas;
• Molho de tomate: 728 mg por xícara;
• Feijão preto: 739 mg por xícara;
• Edamame: 676 mg por xícara;
• Iogurte natural: 573 mg por porção;
• Espinafre congelado: 540 mg por xícara;
• Abóbora cozida: 582 mg;
• Melancia: 641 mg em duas fatias;
• Atum em lata: aproximadamente 487 mg.

Além de prevenir arritmias e colaborar com o controle da pressão, quantidades adequadas de potássio auxiliam na saúde óssea, reduzem o estresse metabólico e favorecem o equilíbrio de líquidos, fatores que impactam diretamente na prevenção do acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo Young, a principal estratégia para evitar potássio baixo é priorizar alimentos frescos e reduzir produtos ultraprocessados, ricos em sódio. “Uma alimentação variada, com frutas, verduras, leguminosas e laticínios naturais, cobre praticamente toda a necessidade diária do mineral”, observou o médico.

Qualquer pessoa que apresente sintomas persistentes ou faça uso de medicamentos diuréticos deve buscar avaliação profissional. Exames de sangue simples confirmam a concentração sérica do nutriente e ajudam a definir se há necessidade de suplementação ou ajustes na dieta.

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