
Com a chegada do verão, especialistas reforçam que adotar proteção solar diária é a medida mais eficaz para prevenir o câncer de pele, doença que registra cerca de 220 mil novos casos não melanoma por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em parceria com o Datafolha, indicam que 71% dos brasileiros dispensam o filtro solar em boa parte dos dias. A mesma pesquisa revela que mais de 90 milhões de pessoas jamais consultaram um dermatologista, atraso que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de tratamentos complexos.
O alerta médico ganha força porque o país está entre os que recebem maior incidência de radiação ultravioleta. “Muitos pacientes só procuram ajuda quando a lesão já evoluiu, embora detectada no início a doença tenha altas chances de cura”, observa a dermatologista Sabrina Sanvido, do Hospital Moinhos de Vento.
Sinais que exigem atenção imediata
Mudanças em pintas — cor, formato ou tamanho —, lesões que coçam, ardem, sangram ou manchas que descamam devem ser avaliadas por um profissional. Identificados no estágio inicial, esses indícios podem ser tratados com procedimentos menos invasivos, reduzindo custos e impacto emocional.
Prevenção cabe na rotina
A recomendação de especialistas inclui:
- Aplicar protetor solar de amplo espectro todos os dias, reaplicando a cada duas horas em exposição direta;
- Evitar o sol entre 10h e 16h, quando a radiação UV é mais intensa;
- Usar chapéus, óculos escuros e roupas com tecido de proteção UV;
- Realizar consulta dermatológica anual, mesmo sem sinais aparentes.
Para ampliar a prevenção, médicos defendem educação sobre cuidados com a pele desde a infância e políticas públicas que facilitem o acesso a protetores solares de qualidade. “Transformar o filtro solar em hábito tão automático quanto escovar os dentes é simples, barato e salva vidas”, resume Sanvido.
Enquanto a luz solar é importante para a produção de vitamina D e o bem-estar, a exposição excessiva acumulada ao longo dos anos é o principal fator de risco para o câncer de pele. A combinação de informação, acompanhamento médico e proteção solar diária permanece como a estratégia mais segura para aproveitar o verão sem comprometer a saúde.

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