
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste sábado (3) nas redes sociais que o venezuelano Nicolás Maduro chefia uma “organização narcoterrorista” conhecida como Cartel de los Soles. Rubio não apresentou provas que sustentem a acusação.
Segundo a postagem, o chefe do Palácio de Miraflores “não é o presidente legítimo da Venezuela” e teria transformado o país em plataforma para tráfico de drogas com destino ao território norte-americano. “Maduro é o chefe do Cartel de los Soles”, escreveu o secretário, qualificando o grupo como responsável por operações ilícitas em larga escala.
A publicação de Rubio surgiu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em sua própria conta no X (antigo Twitter) que forças norte-americanas realizaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela. Na mensagem, Trump destacou que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados e removidos do país. “Conduzimos a operação com sucesso”, afirmou o mandatário, sem fornecer detalhes sobre o local ou as circunstâncias da suposta detenção.
Em Caracas, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, repudiou a informação de presença militar estrangeira no território venezuelano. Ele classificou o episódio como um ato “vil e covarde” e convocou apoio da comunidade internacional. “Não aceitaremos tropas invasoras em nosso solo”, declarou Padrino em comunicado divulgado pela televisão estatal.
Nos últimos meses, houve relatos de bombardeios norte-americanos a embarcações nas águas do Caribe, medida que o governo venezuelano atribui a uma escalada de pressões por parte de Washington. Até o momento, não há confirmação independente sobre a operação citada por Trump nem sobre a situação de Maduro.
A acusação de Rubio e a declaração de Trump elevam a tensão diplomática entre os dois países, já marcada por sanções econômicas e rupturas institucionais. Organizações internacionais acompanham os desdobramentos, enquanto analistas apontam para possíveis repercussões regionais caso a captura do líder venezuelano seja confirmada.

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