
A Netflix adicionou ao catálogo mundial, em março de 2026, o documentário em dois episódios O Assassino do TikTok, produção de true crime que detalha o desaparecimento e a morte de Esther Estepa, 42 anos, na Espanha. A trama mostra como registros em redes sociais se tornaram centrais para a polícia ligar o caso ao influenciador espanhol José Jurado Montilla.
Estepa conheceu Montilla durante uma viagem turística. À primeira vista, o encontro parecia casual, mas acabou culminando em um mistério que mobilizou familiares e autoridades. Mensagens trocadas no WhatsApp, vídeos publicados no TikTok e metadados de localização foram coletados e analisados, compondo o principal eixo investigativo apresentado na série.
Ao aprofundar as buscas, investigadores descobriram que Montilla, conhecido na juventude pelo apelido “Dinamita Montilla”, carregava um passado violento. Ele havia sido condenado por assassinatos nos anos 1980 e passou décadas na prisão antes de ser libertado. O histórico foi decisivo para que a polícia intensificasse o cerco ao suspeito.
Meses depois do sumiço, o corpo de Esther foi localizado em uma área isolada próxima a Gandía, na Comunidade Valenciana. Informações encontradas no celular e no computador de Montilla, incluindo rascunhos de roteiros para possíveis vídeos, reforçaram as contradições em seus depoimentos e embasaram a acusação.
Com apenas dois capítulos, O Assassino do TikTok alcançou rapidamente o topo do ranking de audiência da plataforma em diversos países. O documentário intercala depoimentos de agentes envolvidos, reconstruções de cenas e análise de conteúdo digital, destacando o papel das redes sociais tanto como ferramenta de conexão quanto como fonte de evidências criminais.
O lançamento reacende o debate sobre segurança online. Ao expor o caso Esther Estepa, a produção levanta questionamentos sobre os riscos de confiar em estranhos na internet e demonstra como “pegadas” virtuais — logs, imagens e conversas — podem ser determinantes para solucionar crimes no mundo real.

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