
Mais de sete em cada dez brasileiros deixam de realizar exames de check-up de forma periódica, aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, 70,6% da população não passa por consultas e análises laboratoriais regulares, o que compromete a identificação precoce de doenças crônicas.
O alerta é reforçado pelo médico preventivo Felippe Scorsioni, do Hospital Regional de Assis, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada pelo CEJAM. Ele recomenda a realização anual de hemograma completo, glicemia de jejum, colesterol, triglicerídeos, além de avaliações da função renal e hepática. “Os exames de rotina permitem flagrar hipertensão, diabetes, dislipidemias e até alguns tipos de câncer quando ainda são tratáveis”, afirma.
De acordo com Scorsioni, a escolha dos exames mais indicados depende de fatores como idade, sexo, histórico familiar e estilo de vida. O primeiro passo é consultar um clínico geral, que poderá encaminhar o paciente a cardiologista, endocrinologista, ginecologista ou urologista, conforme a necessidade detectada.
Após o período de festas de fim de ano, sintomas como cansaço excessivo, ganho rápido de peso, alterações no sono e palpitações podem sinalizar a necessidade de um check-up de saúde. O médico observa que estresse, dieta irregular e poucas horas de descanso influenciam diretamente nos resultados laboratoriais, elevando níveis de glicose, colesterol e pressão arterial.
Scorsioni também destaca a importância de avaliar a saúde mental durante a consulta, identificando sinais de ansiedade ou depressão e, quando necessário, encaminhando o paciente para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.
Para quem pretende iniciar ou retomar atividades físicas, o especialista recomenda avaliação clínica, eletrocardiograma e, em alguns casos, teste ergométrico, como forma de prevenir eventos cardiovasculares e lesões esportivas.
Além de evitar complicações individuais, o diagnóstico precoce reduz internações e a necessidade de tratamentos complexos, contribuindo para um sistema de saúde mais eficiente.

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