
O setor de serviços no Brasil encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 2,8%, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE. O resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão do segmento, que tem demonstrado uma trajetória de recuperação e fôlego desde 2021. Com este desempenho, o setor posiciona-se 14,3% acima do nível registado no período pré-pandemia.
Este avanço consolidado reafirma a importância dos serviços para a economia nacional, sendo responsável pela maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) e pela geração de postos de trabalho qualificados.
Segmentos que lideraram a expansão
Ao longo de 2025, quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram taxas positivas. O destaque ficou para os serviços prestados às famílias e para o setor de informação e comunicação, que beneficiaram da digitalização da economia e do aumento do consumo interno.
As principais altas foram observadas em:
Serviços de Informação e Comunicação: Impulsionados pelo desenvolvimento de softwares, streaming e serviços de TI;
Serviços Prestados às Famílias: Reflexo da retoma total de eventos, alojamento e alimentação fora de casa;
Profissionais e Administrativos: Alta procura por consultorias, serviços de engenharia e gestão;
Transportes e Logística: Crescimento contínuo devido ao aumento das trocas comerciais e do comércio eletrónico.
Análise Regional
Geograficamente, o crescimento foi disseminado, com destaque para grandes polos económicos como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Contudo, regiões com forte influência do agronegócio também viram o setor de serviços crescer devido à procura por logística e transporte de cargas.
Impacto na inflação e juros
Embora o crescimento seja uma notícia positiva para o emprego, economistas monitorizam de perto a resiliência do setor de serviços devido ao seu impacto na inflação. Como os preços dos serviços tendem a ser mais rígidos, o Banco Central mantém o alerta sobre como este consumo aquecido pode influenciar a política de taxas de juro (Selic) nos próximos meses.
A expectativa para 2026 é de que o setor continue a crescer, embora num ritmo possivelmente mais moderado, dependendo da estabilização do poder de compra da população e da confiança dos empresários em novos investimentos.

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