Sete sinais iniciais do Alzheimer exigem atenção, adverte neurologista especialista

O neurologista João Carlos Lobato Moraes chamou atenção para sintomas iniciais do Alzheimer que costumam surgir a partir dos 65 anos e podem ajudar no diagnóstico precoce da doença. Segundo o especialista, a identificação rápida desses sinais permite retardar a progressão do quadro e preservar a qualidade de vida do paciente.

O Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa marcada pela perda lenta e progressiva das funções cognitivas. O avanço da idade eleva o risco de seu aparecimento, sobretudo entre as mulheres, grupo no qual a prevalência é maior. “Embora não haja cura, quanto mais cedo a avaliação for feita, melhor conseguimos intervir”, destacou Moraes.

Sete sintomas iniciais do Alzheimer

Entre os indícios que devem motivar investigação médica, o neurologista lista:

• perda de memória recente;
• dificuldade para executar tarefas cotidianas;
• troca frequente de objetos de lugar;
• repetição das mesmas perguntas;
• problemas para dirigir ou percorrer caminhos conhecidos;
• dificuldade para encontrar palavras e expressar ideias;
• alterações de comportamento, como irritabilidade, desconfiança, agressividade ou isolamento.

Esses sinais costumam aparecer na fase inicial da enfermidade, quando também podem ocorrer mudanças sutis de personalidade. No estágio intermediário, o paciente enfrenta obstáculos para coordenar movimentos e realizar tarefas simples. Na fase avançada, surgem limitações para atividades básicas, como alimentação e higiene pessoal.

Diagnóstico e importância da detecção precoce

O diagnóstico do Alzheimer envolve avaliação clínica, testes neuropsicológicos e, em alguns casos, exames de imagem. Moraes observa que a procura por um especialista diante de lapsos de memória recorrentes é fundamental. “Muitas vezes, a família percebe primeiro que algo mudou no comportamento do idoso”, afirmou o médico.

Fatores de risco e prevenção

Embora envelhecimento e histórico familiar sejam fatores que não podem ser modificados, estudos indicam que algumas iniciativas contribuem para reduzir o risco de desenvolver a doença. Entre elas estão:

• prática regular de atividade física;
• controle da pressão arterial e de outras doenças cardiovasculares;
• manejo adequado de diabetes e obesidade;
• abandono do tabagismo.

Manter a mente ativa por meio de leitura, estudo e atividades sociais também é recomendado por especialistas para fortalecer a reserva cognitiva.

O alerta para os sintomas iniciais do Alzheimer reforça a necessidade de atenção constante à saúde do idoso. A detecção precoce segue sendo a principal ferramenta para atrasar o avanço da doença e oferecer suporte adequado a pacientes e familiares.

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