SUS inicia teleatendimento especializado para mulheres expostas à violência e vulnerabilidade

Serviço de saúde mental via teleconsulta começa este mês em cidades-piloto e chegará a todo o país até junho de 2026.

Mulher utilizando telefone para teleatendimento do SUS, que oferece suporte especializado para mulheres vulneráveis expostas à violência.

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início, este mês, a um novo serviço de teleatendimento em saúde mental voltado para mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial. A iniciativa, estruturada através de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Proadi-SUS, prevê a oferta de 4,7 milhões de teleatendimentos por ano.

O serviço contará com uma equipa multidisciplinar, incluindo psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e, em casos específicos, terapeutas ocupacionais, oferecendo suporte não apenas para vítimas de violência confirmada, mas também para mulheres em situações de extrema vulnerabilidade.

Cronograma de Implementação e Acesso 

A implementação ocorrerá de forma gradual para garantir a estruturação da rede de atendimento em todas as regiões:

  • Início Imediato: O atendimento começou este mês para residentes de Recife e Rio de Janeiro.

  • Maio de 2026: A ação será expandida para cidades com mais de 150 mil habitantes.

  • Junho de 2026: O serviço chegará a todo o território nacional.

Como buscar atendimento 

O acesso ao serviço pode ocorrer por duas vias principais:

  1. Encaminhamento da Rede: Através de unidades de atenção primária à saúde, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros serviços da rede de proteção.

  2. Aplicativo Meu SUS Digital: Será possível solicitar o atendimento diretamente pelo aplicativo, por meio de um mini app dedicado que entrará em funcionamento no final de março. Após o cadastro e avaliação inicial da situação de risco, o sistema agendará o dia e o horário da consulta.

Compromisso com o cuidado e proteção 

De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira consulta tem como objetivo central a identificação de riscos, a análise da rede de apoio disponível e o encaminhamento articulado com outros serviços de referência.

O projeto segue o modelo de suporte já implementado pelo SUS para outras vulnerabilidades, como a compulsão por jogos eletrônicos, mas adaptado às necessidades específicas de acolhimento e proteção de gênero.

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