
Consultar um profissional do sono costuma ser a medida mais eficaz para quem ronca com frequência, mas algumas adaptações de rotina podem atenuar ou até eliminar o ruído noturno, segundo médicos ouvidos pelo portal Toms Guide.
Descartar apneia do sono
O pneumologista Raj Dasgupta ressalta que o ponto de partida é confirmar se o ronco não está associado à apneia obstrutiva do sono, condição subdiagnosticada em mulheres, sobretudo após a menopausa. O distúrbio implica pausas respiratórias que exigem tratamento específico.
Terapia posicional
Uma vez afastada a apneia, o paciente pode testar a chamada terapia posicional. A técnica envolve dispositivos ou métodos caseiros que mantêm o corpo de lado durante o repouso. Dormir de costas favorece o colapso das vias aéreas pela ação da gravidade, o que intensifica o ronco.
Dispositivos de apoio
Almofadas anatômicas, travesseiros côncavos e faixas corporais são opções disponíveis no mercado para manter a postura lateral sem desconforto. Os preços variam, mas qualquer produto que impeça a volta à posição dorsal tende a ajudar.
Elevação da cabeceira
Colocar calços nos pés da cama ou usar travesseiros extras para erguer levemente a cabeça reduz a vibração dos tecidos da garganta, principal fonte do som. A inclinação facilita a passagem do ar e contribui para noites mais silenciosas.
Desobstruir as vias nasais
Rinite, sinusite e asma agravam o ronco. Manter tratamento médico adequado e controlar a quantidade de pó, ácaros e substâncias irritantes no quarto são medidas recomendadas. Um banho quente antes de se deitar pode fluidificar as secreções, abrindo o nariz temporariamente.
Limitar álcool à noite
Bebidas alcoólicas relaxam a musculatura da faringe e ampliam a obstrução das vias aéreas. Reduzir o consumo, sobretudo nas horas que antecedem o sono, é estratégia simples com potencial de resultado imediato.
Importância da posição correta
O neurologista Scott Kutscher explica que “deitar de lado ou com a cabeça elevada é a melhor forma de manter a via aérea aberta”. Ainda assim, ele recomenda procurar assistência médica se o ronco persistir, já que o problema pode sinalizar apneia do sono, condição relacionada a obesidade, depressão e ansiedade.
Aplicar essas orientações, aliadas à avaliação profissional, aumenta a chance de noites mais tranquilas tanto para quem ronca quanto para quem divide o mesmo ambiente.

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