Trump impõe tarifa de 25% a parceiros comerciais do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a aplicação imediata de uma tarifa de 25% sobre todos os países que mantiverem relações comerciais com a República Islâmica do Irã. A medida, divulgada por Trump em sua rede social, determina que “qualquer país que faça negócios com o Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos”. Segundo o mandatário, a ordem é “definitiva e irrecorrível”.

A decisão amplia a pressão econômica de Washington sobre Teerã e seus parceiros no momento em que o Irã enfrenta a maior onda de protestos em anos. Desde a semana passada, manifestações se espalham pelo país em contestação ao governo, enquanto atos de apoio ao regime também foram registrados no domingo (11) e nesta segunda-feira.

De acordo com organizações não governamentais, a resposta das forças de segurança iranianas tem sido dura: estima-se em pelo menos 600 o número de mortos até agora. A escalada da violência interna levou o presidente norte-americano a reiterar ameaças de intervenção. Trump afirmou recentemente dispor de “opções muito fortes, inclusive militares” e disse estar em contato com lideranças da oposição iraniana.

Em discurso transmitido pela televisão estatal, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que protestos pacíficos “são tolerados”, mas classificou os distúrbios mais graves como ações de “terroristas vindos do exterior, destinados a criar pretexto para uma invasão dos EUA e de Israel”.

A nova tarifa de 25% atinge qualquer produto ou serviço negociado entre os Estados Unidos e países que continuarem a comercializar com Teerã. Analistas avaliam que a medida pode impactar cadeias de suprimentos globais, especialmente nos setores de energia e manufatura, mas detalhes operacionais ainda não foram divulgados pelo Departamento de Comércio norte-americano.

Até o momento, governos europeus e asiáticos, que mantêm intercâmbio significativo com o Irã, não se pronunciaram oficialmente sobre o anúncio. Também não há clareza sobre eventuais exceções ou prazos de adaptação para contratos já em vigor.

A imposição tarifária soma-se a um conjunto de sanções unilaterais reativado pelos Estados Unidos após a saída do acordo nuclear em 2018. Com a nova diretriz, Washington busca isolar ainda mais a economia iraniana e pressionar aliados a reverem seus laços comerciais com Teerã.

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