
O setor de turismo no Brasil encerrou o ano de 2025 com um desempenho histórico. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as atividades turísticas registaram um crescimento de 4,6% no acumulado do ano, atingindo o nível mais elevado da série histórica iniciada em 2011.
Este resultado consolida a recuperação definitiva do setor e reflete uma mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros, que têm priorizado gastos com lazer e experiências. O volume de serviços prestados no setor agora encontra-se significativamente acima do patamar observado antes da crise sanitária global.
Setores que impulsionaram o recorde
O crescimento não foi uniforme, mas foi sustentado por segmentos estratégicos que apresentaram forte demanda ao longo de todo o ano de 2025. O setor de eventos e congressos, em especial, retomou o protagonismo nas grandes capitais.
Os principais destaques foram:
Transporte Aéreo: Aumento na oferta de voos e maior movimentação de passageiros em aeroportos internacionais;
Serviços de Alojamento: Hotéis e pousadas registaram taxas de ocupação recordes, especialmente em feriados prolongados;
Alimentação: Restaurantes e bares inseridos em polos turísticos beneficiaram do maior fluxo de visitantes;
Locação de Automóveis: Crescimento do turismo rodoviário e de proximidade.
Destaques Regionais
Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideraram o crescimento em volume absoluto. No entanto, o Nordeste brasileiro destacou-se pela maior variação percentual, impulsionado pelo turismo de sol e mar e pelos novos investimentos em infraestrutura hoteleira.
Perspectivas para 2026
O otimismo do setor projeta-se também para 2026. O Ministério do Turismo acredita que a manutenção do crescimento dependerá da continuidade de políticas de incentivo, como a redução de custos operacionais para companhias aéreas e a promoção do Brasil em feiras internacionais.
Analistas económicos apontam que o setor de turismo é um dos principais motores de geração de emprego e renda no país, possuindo uma cadeia produtiva que beneficia desde o pequeno artesão até as grandes redes multinacionais. A expectativa é que, com a estabilidade cambial, o turismo interno continue a ser a principal força do segmento no primeiro semestre deste ano.

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