Uso de celular no banheiro eleva em 46% risco de hemorroidas

Levar o celular para o banheiro tornou-se rotina para muitos brasileiros, mas essa prática pode custar caro à saúde. Pesquisa publicada na revista científica PLOS One indica que o uso de celular no banheiro faz com que a probabilidade de desenvolver hemorroidas aumente 46%.

O estudo avaliou 125 adultos submetidos a colonoscopia. Além dos exames, todos responderam questionários sobre tempo de permanência no vaso e hábitos de navegação durante a evacuação. Entre os que admitiram levar o aparelho, 37,3% permaneceram sentados por mais de cinco minutos; no grupo que não usa celular, o índice cai para 7,1%.

O coloproctologista Danilo Munhoz explica que a posição sentada prolongada comprime as veias do canal anal. “O risco maior está relacionado ao tempo prolongado sentado”, afirma o médico, acrescentando que o organismo foi projetado para evacuar de forma rápida e natural.

Segundo Munhoz, a pressão contínua favorece a dilatação dessas veias, abrindo caminho para as hemorroidas externas ou internas. O profissional alerta que o hábito costuma passar despercebido, já que redes sociais e jogos fazem o usuário perder a noção do tempo. “Muitas pessoas não percebem que ficam muito além do necessário”, complementa.

Sinais que indicam comportamento de risco:

  • Levar o telefone sempre que vai ao banheiro;
  • Permanecer mais de cinco minutos sentado com frequência;
  • Usar redes sociais ou jogos enquanto evacua;
  • Perder a noção do tempo durante o uso do vaso;
  • Sentir desconforto ou incômodo anal após o hábito.

Para reduzir o risco de hemorroidas, especialistas recomendam deixar o celular fora do ambiente, manter alimentação rica em fibras, hidratar-se adequadamente e praticar atividade física regular. Caso apareçam sintomas como dor, sangramento ou sensação de inchaço, a orientação é buscar avaliação médica.

Armazenamento de produtos de limpeza exige atenção

Outra prática cotidiana que preocupa profissionais de saúde é guardar produtos de limpeza no armário sob a pia da cozinha. Especialistas lembram que essa área costuma ser úmida e de fácil acesso a crianças, aumentando o perigo de ingestão ou contato acidental. A recomendação é manter detergentes, desinfetantes e similares em locais altos, bem ventilados e longe de alimentos, reservando o espaço sob a pia apenas para itens sem risco químico.

Seguir cuidados simples — como limitar o tempo no vaso sanitário e armazenar substâncias tóxicas corretamente — ajuda a prevenir problemas que podem ser evitados com ajustes na rotina.

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