Warner põe em votação fusão com Netflix e ouve Paramount

A Warner Bros. Discovery convocou para 20 de março uma assembleia especial que decidirá sobre a fusão previamente acordada com a Netflix. O conselho de administração reiterou, de forma unânime, a recomendação de aprovação da operação.

Paralelamente, a companhia reabriu por sete dias as tratativas com a Paramount Skydance, em busca de uma possível proposta concorrente. O novo período de diálogo foi viabilizado por uma autorização temporária concedida pela Netflix, válida até 23 de fevereiro, que permite à Warner solicitar esclarecimentos e receber uma oferta final da Paramount. Mesmo com a dispensa, a Netflix manteve o direito contratual de igualar qualquer proposta alternativa.

Em comunicado ao mercado, a Warner explicou que ainda instrui os acionistas a rejeitar a proposta atualmente delineada pela Paramount e a votar favoravelmente à fusão com a Netflix. Segundo a empresa, o acordo com a plataforma de streaming oferece maior previsibilidade regulatória, menor risco financeiro e praticamente nenhuma incerteza quanto ao financiamento da transação.

De acordo com executivos da Warner, um representante sênior da Paramount indicou, de maneira informal, que poderia pagar US$ 31 por ação, valor que não seria definitivo. A oferta, contudo, não aparece formalmente na minuta de acordo recebida pela companhia. Em carta encaminhada à Paramount em 10 de fevereiro, a Warner solicitou uma proposta vinculante que detalhe as condições de financiamento, inclua garantias de aporte de capital próprio caso a captação por dívida não se concretize e ofereça maior segurança sobre as cláusulas de conclusão da operação. A empresa também pediu ajustes em disposições que possam restringir sua gestão entre a assinatura e o fechamento do negócio.

“Nosso foco permanece em maximizar valor e certeza para os acionistas”, afirmou o CEO David Zaslav. Já o presidente do conselho, Samuel Di Piazza Jr., destacou que a junção com a Netflix cria um caminho mais claro para separar as áreas de streaming e estúdios dos canais lineares globais.

A Warner ressaltou que não há garantia de que a reabertura das conversas resulte em uma proposta superior à fusão já pactuada com a Netflix.

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