Por que a mudança de estação favorece gripes e resfriados?

Com a chegada do outono brasileiro, que começa oficialmente em 20 de março, hospitais e serviços de saúde observam aumento de gripes, resfriados, alergias e outros problemas respiratórios. A relação entre a mudança de estação e o crescimento desses casos foi explicada pelo enfermeiro José Andys Rodrigues, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Vila Mariana.

Oscilações de temperatura sobrecarregam o corpo

Segundo Rodrigues, variações bruscas de temperatura obrigam o organismo a trabalhar mais para manter a estabilidade térmica. Esse esforço extra pode enfraquecer as defesas naturais, deixando o sistema imunológico suscetível a vírus e bactérias comuns nessa época do ano.

Ambientes fechados e ar seco facilitam infecções

Durante períodos mais frios ou secos, as pessoas tendem a permanecer em locais fechados, com menor circulação de ar. “Esse hábito aumenta a concentração de microrganismos no ambiente e eleva a chance de contágio”, descreve o especialista. Além disso, a umidade relativa mais baixa provoca ressecamento das mucosas nasais, que perdem eficiência na filtragem de patógenos.

Menos sol, menos vitamina D

A exposição reduzida à luz solar também influencia a saúde. A menor produção de vitamina D — substância essencial ao funcionamento competente do sistema de defesa — pode comprometer a resposta do organismo a agentes infecciosos. “Somam-se a isso possíveis alterações na alimentação, na prática de exercícios e na qualidade do sono, fatores que, juntos, impactam a imunidade”, reforça Rodrigues.

Medidas simples para fortalecer a imunidade

Apesar da maior vulnerabilidade, algumas ações ajudam a prevenir doenças respiratórias na transição de estações:

  • Manter alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes, para garantir vitaminas e minerais;
  • Beber água ao longo do dia, mantendo mucosas hidratadas;
  • Priorizar noites de sono adequadas, pois o descanso regula a resposta imunológica;
  • Praticar atividades físicas regulares, melhorando circulação e defesa orgânica;
  • Lavar ou higienizar as mãos frequentemente, reduzindo a transmissão de vírus;
  • Ventilar ambientes sempre que possível, diminuindo a concentração de agentes infecciosos;
  • Manter o calendário vacinal atualizado, em especial a vacinação contra gripe.

Ao adotar essas recomendações, a população pode atravessar o período de mudança de estação com menores riscos de contaminação e manter o sistema imunológico em pleno funcionamento.

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