Mudanças na dieta podem reduzir risco cardíaco, diz novo estudo

Doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no restante do mundo. Segundo o cirurgião vascular Dr. Akash K. Prakasan, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, ajustes simples no cardápio diário representam o fator modificável mais eficaz para diminuir o risco cardíaco, superando a contribuição de procedimentos invasivos ou medicamentos tradicionais.

Entre os fatores que elevam a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral e outras complicações estão tabagismo, colesterol alto, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Embora avanços na cirurgia e na farmacologia tenham ampliado a sobrevida, o médico destaca que “o verdadeiro remédio encontra-se no prato de cada pessoa”, colocando a alimentação no centro da prevenção.

Dieta mediterrânea concentra maiores evidências

O estudo espanhol PREDIMED oferece a base científica mais robusta sobre nutrição e saúde do coração. A pesquisa revelou redução relativa de aproximadamente 30% na incidência de infarto, AVC e mortalidade cardiovascular entre participantes que seguiram a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva extravirgem ou um mix de nozes. O resultado ocorreu sem alteração significativa de peso corporal, reforçando o impacto da qualidade dos alimentos na proteção dos vasos sanguíneos.

Ainda assim, o especialista lembra que não existe plano alimentar único aplicável a todos. Fatores como genética, microbioma intestinal e ambiente moldam a resposta de cada organismo. “Prato variado, natural e personalizado é a estratégia mais segura”, resume Prakasan.

Microbiota intestinal ganha relevância

Evidências recentes indicam que a composição da flora intestinal pode prever com maior precisão a tendência à obesidade do que a simples análise das calorias ingeridas. Dessa forma, cuidar da microbiota – por meio de fibras, legumes, frutas e alimentos fermentados – integra o conjunto de medidas para manter a saúde do coração.

O conselho remonta a Hipócrates, que há 2.500 anos já recomendava: “Que teu alimento seja teu remédio”. Para o cirurgião, essa máxima continua atual diante do aumento do consumo de ultraprocessados.

Prakasan é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV-SP) e reforça que, embora procedimentos cardíacos avancem, a prevenção começa na escolha diária dos alimentos. Investir em vegetais, grãos integrais, azeite de oliva, peixes e oleaginosas permanece como a forma mais direta e acessível de reduzir o risco cardíaco.

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