
Palavra-chave SEO: Seleção Petrobras de Jornalismo
Quem: o repórter Rafael Cardoso e a fotógrafa Tânia Rêgo, da Agência Brasil.
O quê: venceram a Seleção Petrobras de Jornalismo e receberão uma bolsa de R$ 20 mil.
Quando: resultado divulgado na quinta-feira, 5 de novembro de 2026.
Onde: o anúncio contemplou 14 propostas distribuídas por 12 estados.
Como: cada projeto aprovado receberá financiamento para desenvolver pautas sobre “Ciência e Energias do Futuro”.
Por quê: o programa da Petrobras incentiva reportagens sobre pesquisa, inovação e transição energética.
Projeto levará luz ao tema da autonomia Baniwa no Rio Negro
Cardoso e Rêgo produzirão o especial Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro. O trabalho pretende retratar como a instalação de sistemas fotovoltaicos está modificando o cotidiano de comunidades Baniwa às margens do rio, em plena Amazônia. A proposta se alinha ao foco da Seleção Petrobras de Jornalismo ao abordar alternativas sustentáveis de geração de energia em territórios isolados.
“O acesso à energia ainda é um desafio para populações periféricas e comunidades mais afastadas dos centros urbanos. A bolsa nos permitirá chegar a esses lugares e dar voz a quem costuma ficar fora da cobertura da mídia tradicional”, afirma Rafael Cardoso.
Para a diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Myrian Pereira, o reconhecimento confirma o papel do jornalismo público na ampliação da diversidade de pautas. “Levar a cobertura para o interior da Amazônia, dando luz à inovação e à autonomia do povo Baniwa, é a essência da nossa missão”, destacou.
Objetivo da seleção é fomentar reportagens sobre energia do futuro
Nesta edição, a Seleção Petrobras de Jornalismo definiu o tema “Ciência e Energias do Futuro”. A orientação convida profissionais da imprensa a investigar pesquisa, desenvolvimento e inovação em energia, novas matrizes, transição energética justa, combustíveis sustentáveis e demais assuntos relacionados ao setor.
Com verba individual de R$ 20 mil, as bolsas cobrem custos de deslocamento, aquisição de dados, contratação de serviços especializados e outras despesas necessárias à produção das reportagens. As equipes têm prazo de até seis meses para entregar o material final aos seus respectivos veículos.
Distribuição regional dos vencedores
O comitê avaliador selecionou 14 projetos, cobrindo todas as regiões do país:

Norte
- Deylon dos Santos Félix (AC) – “Energia esquecida: por que o Acre abandonou a pesquisa em biocombustíveis?” – TV Norte (SBT)
- Marly Ramos de Quadros (PA) – “A energia do futuro navega pelos rios da Amazônia” – Jornal e Portal O Liberal
- Mauricio Max da Silva Castelo Branco (AM) – “Transição energética sobre rios: desafios para eletrificar o transporte fluvial na Amazônia” – BandNews Difusora
Nordeste
- Andréia da Cunha Vitório e Catalina Leite (CE) – “Laboratório Caatinga” – Agência Eco Nordeste
- Camila Calzavara, Ana Paula Rocha e Hector Sousa (SE) – “Do descarte ao combustível: ciência sergipana transforma resíduos do coco e do camarão em energia limpa” – Mangue Jornalismo
- Karyne Lane Gomes e equipe (CE) – “Terra de urânio: em Santa Quitéria, jaz o futuro da energia sob um solo de incertezas” – O Povo
Centro-Oeste
- Fernanda Safira Soares Campos (MT) – “Depois do sol: a rede elétrica sob pressão no celeiro do agronegócio” – PNB Online
- Tânia Rêgo e Rafael Cardoso (DF) – “Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro” – Agência Brasil
Sudeste
- Ana Carolina Vasconcelos e Flora Rabello (MG) – “Potenciais do desenvolvimento da mineração de elementos de terras raras no Planalto de Poços de Caldas” – Brasil de Fato
- Carlos Tautz (RJ) – “Brasil pode assumir vanguarda de pesquisas quânticas, liderar processos de descarbonização e reduzir a crise climática” – O Eco
- Thiago de Souza Borges (SP) – “O sol, o lixo e o povo: desafios para escalar soluções locais de energia” – Periferia em Movimento
Sul
- Bianca Renate Dilly (RS) – “Biodigestores em escolas municipais no Rio Grande do Sul: quando a eficiência energética começa em sala de aula” – ABC Mais
- Lavínia dos Santos Machado e Rodrigo Davila (RS) – “A ciência na emergência: como a crise climática impulsiona novas soluções energéticas” – Rádio Comunitária FM e Abraço-RS
- Vinicius Bonato (PR) – “Laboratórios do Paraná adiantam a energia do futuro” – CBN Curitiba
Foco em pautas pouco exploradas pela mídia tradicional
Tânia Rêgo reforça que a iniciativa cria espaço para vozes normalmente invisibilizadas. “É uma oportunidade de ampliar a presença da comunicação pública e produzir informação de qualidade sobre temas de interesse da sociedade”, explica a fotógrafa.
Ao concentrar-se no eixo ciência-energia, a Seleção Petrobras de Jornalismo posiciona-se também como mecanismo de incentivo à divulgação científica, aproximando pesquisadores, comunidades afetadas e leitores. A cada ciclo, o programa financia reportagens em diferentes formatos — texto, fotografia, vídeo, podcast e multimídia — estimulando que redações explorem narrativas inovadoras sobre o setor energético.
Cronograma e próximos passos
Os selecionados deverão apresentar plano de trabalho detalhado, orçamento final e cronograma de produção nas semanas seguintes à divulgação do resultado. Depois de aprovarem o planejamento junto à organização, as equipes receberão o primeiro repasse da bolsa. O pagamento final será feito mediante entrega do material concluído e comprovação de que todas as etapas previstas foram cumpridas.
O conteúdo produzido será publicado pelos respectivos veículos e poderá ser posteriormente disponibilizado em repositório online para consulta pública, ampliando o alcance das informações sobre energia, inovação e ciência.
EBC reforça compromisso com jornalismo de profundidade
Com a nova conquista, a EBC soma mais um reconhecimento nacional em projetos de reportagem investigativa. A empresa pública já havia vencido edições anteriores do prêmio com séries sobre crise hídrica, direitos indígenas e impactos da mineração. A atual proposta busca mostrar, por meio da lente da energia solar, como comunidades Baniwa encontram caminhos para autonomia ao mesmo tempo em que preservam saberes tradicionais.
Os organizadores da Seleção Petrobras de Jornalismo estimam que o conjunto de pautas apoiadas nesta edição gerará, até o fim de 2027, cerca de 60 reportagens publicadas em veículos impressos, emissoras de rádio, portais digitais e produções audiovisuais em todo o país.
Panorama do investimento: R$ 280 mil direcionados à imprensa
Ao financiar diretamente 14 projetos, a Petrobras destinará R$ 280 mil ao jornalismo brasileiro. O valor cobre custos de viagens a regiões remotas, compra de equipamentos, contratação de tradutores ou guias locais e acesso a bases de dados científicas, etapas frequentemente inviáveis para veículos de médio e pequeno porte.
A iniciativa reforça tendências globais de fomento a reportagens de interesse público, como os programas Knight International e Pulitzer Center Grants, que também apoiam investigações em temas ambientais e energéticos.
Relevância para o debate nacional sobre transição energética
O Brasil discute atualmente metas de descarbonização alinhadas a tratados internacionais, como o Acordo de Paris, e a ampliação de fontes renováveis na matriz elétrica. Reportagens financiadas pela Seleção Petrobras de Jornalismo chegarão ao público em um momento crucial, oferecendo dados, histórias de campo e análises técnicas que podem subsidiar políticas públicas e iniciativas privadas voltadas a energias limpas.
Ao colocar no centro narrativas sobre comunidades ribeirinhas, escolas, laboratórios estaduais e pesquisas de ponta em física quântica, o conjunto dos 14 projetos promete ilustrar a diversidade de desafios e soluções presentes no território brasileiro.
Com essa premiação, a Agência Brasil reforça sua presença em pautas ambientais e energéticas num contexto em que a informação qualificada torna-se peça estratégica para o desenvolvimento sustentável do país.

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