SP investe R$ 23,8 mi em prevenção de riscos em 36 cidades

São Paulo – O Governo do Estado formalizou, na quinta-feira (5), novos aportes que somam R$ 23,8 milhões para prevenção de riscos e mitigação de desastres em 36 municípios paulistas. Durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o governador Tarcísio de Freitas assinou 25 convênios avaliados em R$ 16,8 milhões e entregou 11 obras já concluídas, executadas com R$ 6,9 milhões do tesouro estadual.

Convênios reforçam resposta a chuvas intensas

Os 25 acordos recém-assinados contemplam prefeituras das regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e Sorocaba. Entre as intervenções previstas estão reconstrução e alargamento de pontes, implantação de travessias em aduelas de concreto, execução de galerias pluviais, sistemas de drenagem, contenção de encostas com gabiões e estabilização de taludes.

Segundo o governo, as melhorias ampliam a capacidade das cidades de drenar águas pluviais, diminuem riscos de alagamentos, evitam deslizamentos em áreas vulneráveis e protegem estradas vicinais essenciais para o transporte escolar, o escoamento da produção agrícola e o deslocamento cotidiano da população.

Obras entregues beneficiam 11 municípios

Na mesma solenidade foram apresentadas as 11 intervenções finalizadas em Ribeirão Pires e Embu-Guaçu (Região Metropolitana de São Paulo); Registro e Jacupiranga (Vale do Ribeira); Flora Rica, Salmourão, Presidente Venceslau, Inúbia Paulista e Ribeirão dos Índios (região de Presidente Prudente); Igaratá e Guaratinguetá (Vale do Paraíba). Entre os serviços executados estão reconstrução de galerias rompidas, canalização de córregos, contenção de encostas e construção de travessias em pontes de concreto armado.

Essas obras fazem parte da política estadual de defesa civil e foram coordenadas pela Secretaria-Chefe da Casa Militar, por meio da Defesa Civil paulista, em parceria com as administrações municipais. Os recursos asseguraram, por exemplo, a retomada do tráfego em estradas rurais antes interditadas por pontes danificadas e a proteção de moradias vizinhas a taludes instáveis.

Importância estratégica para comunidades locais

Ao justificar os investimentos, o governador ressaltou o impacto direto das intervenções no cotidiano dos moradores. “A obra mais importante é sempre aquela que atende a uma necessidade da população e transforma a realidade daquela localidade”, afirmou Freitas durante o ato de assinatura. Ele citou como exemplo a recuperação de pequenas pontes em zonas rurais, estrutura que garante acesso de ônibus escolares e a circulação de produtores.

Para o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel PM Rinaldo de Araujo Monteiro, cada convênio representa um passo na redução de danos provocados por fenômenos climáticos. “Nosso objetivo é garantir que as cidades estejam mais bem preparadas, com planejamento adequado para o período de chuvas intensas”, disse o oficial.

Distribuição regional dos novos recursos

A lista de municípios contemplados pelos 25 novos convênios inclui:

Araçatuba: Clementina.
Bauru: Boracéia.
Campinas: Espírito Santo do Pinhal, Morungaba, Tambaú, Torrinha.
Marília: Arco-Íris, Assis, Maracaí, Parapuã.
Presidente Prudente: Caiuá.
Ribeirão Preto: Santa Rosa de Viterbo.
São José do Rio Preto: Aspásia, José Bonifácio, Macaubal, Macedônia, Magda, Nova Granada, Pedranópolis, Poloni, Santana da Ponte Pensa, Sebastianópolis do Sul.
Região Metropolitana de São Paulo: Juquitiba.
Vale do Paraíba: Pindamonhangaba.
Sorocaba: Pilar do Sul.

Os valores individuais variam conforme a dimensão de cada projeto, mas todos obedecem aos critérios técnicos definidos pela Defesa Civil, que incluem grau de vulnerabilidade geológica, histórico de ocorrências e impacto potencial sobre a malha viária ou áreas habitadas.

Metodologia de seleção e acompanhamento

Antes da liberação dos repasses, equipes do Núcleo de Engenharia da Defesa Civil percorrem as áreas indicadas pelas prefeituras, realizam vistorias, emitem laudos de diagnóstico e sugerem as soluções de engenharia mais adequadas. Depois da aprovação, o município assina o convênio e passa a executar a obra com fiscalização simultânea do Estado. A prestação de contas ocorre por meio do Sistema Integrado de Convênios (Siconv) e de visitas periódicas de engenheiros regionais.

De acordo com o governo paulista, essa metodologia permite identificar rapidamente pontos críticos, estabelecer prazos factíveis e evitar atrasos na entrega. O modelo também prevê a capacitação de servidores locais em gestão de riscos, o que amplia a autonomia dos municípios diante de desastres naturais.

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Foco na proteção de vidas e bens públicos

As intervenções voltadas à prevenção de riscos fazem parte de uma estratégia estadual que prioriza ações estruturais antes do período de chuvas, geralmente concentrado entre outubro e março. O planejamento envolve articulação com órgãos de meteorologia, monitoramento em tempo real de áreas suscetíveis a deslizamentos e operação de sistemas de alerta à população.

Com o pacote anunciado, o Governo de São Paulo destaca que reforça a segurança em estradas municipais, reduz a probabilidade de interdições e preserva patrimônios públicos, como escolas, postos de saúde e unidades de atendimento social situados em regiões de maior exposição a enchentes.

Benefícios para a mobilidade rural e urbana

Muitas das pontes e travessias recuperadas se localizam em zonas agrícolas responsáveis por parte significativa do PIB municipal. A reconstrução dessas estruturas facilita o escoamento de grãos, hortifrutigranjeiros e leite, reduzindo custos logísticos e permitindo que produtores mantenham contratos de fornecimento em períodos de maior instabilidade climática.

Nas áreas urbanas, a implantação de galerias pluviais e a canalização de córregos evitam acúmulo de água em vias de grande circulação, diminuem o tempo de deslocamento de trabalhadores e impedem danos a pavimentos recém-recapeados. Ao mesmo tempo, a contenção de encostas protege bairros construídos em relevo acidentado, reduzindo a necessidade de remoção preventiva de famílias.

Integração com políticas de resiliência climática

Os investimentos anunciados se alinham ao Plano Estadual de Resiliência Climática, que estabelece metas de curto, médio e longo prazos para ampliar a capacidade de resposta de comunidades vulneráveis. Entre as prioridades do plano constam a elaboração de cartografias de risco, o aumento da cobertura vegetal em encostas urbanas e a modernização de sistemas de drenagem nos 645 municípios paulistas.

Além do aporte financeiro, o Estado mantém programas de capacitação em educação ambiental e gestão de emergências, orientando prefeituras sobre construção de planos de contingência e realização de simulações de evacuação. A meta é reduzir progressivamente o número de ocorrências graves registradas anualmente pela Defesa Civil.

Próximos passos

Com a assinatura dos convênios, as prefeituras iniciarão processos licitatórios ou, onde já existirem projetos executivos prontos, darão ordem de serviço imediata. O cronograma de conclusão das novas obras varia de seis a 18 meses, conforme a complexidade de cada intervenção e as condicionantes de liberação ambiental.

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a equipe técnica continuará avaliando pedidos adicionais de financiamento, priorizando locais com histórico de enchentes, escorregamentos e interrupções viárias nos últimos cinco anos. A projeção oficial é de que os aportes em prevenção de riscos ultrapassem R$ 100 milhões até o fim deste mandato.

Com a entrega das obras já concluídas e a formalização dos novos contratos, o governo paulista busca consolidar um sistema de infraestrutura preventiva capaz de suportar eventos climáticos extremos, preservar vidas, garantir mobilidade e reduzir gastos futuros com reconstrução emergencial.

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